not everything is about you

letting go of the need to take everything personally

Estava pensando sobre algo esses dias…

A gente tem essa mania de interpretar tudo como se fosse sobre a gente, né? Um silêncio vira afastamento, uma resposta rápida vira rejeição, um desencontro vira sinal. Mas, no fundo, nem sempre é pessoal. Às vezes, as coisas só… são.

Nem todo mundo está nos atacando. Às vezes estão só vivendo, tentando lidar com o próprio mundo. Eu falo por mim mesma, quase nada é pessoal. Aquilo que acontece diz mais sobre a outra pessoa do que sobre a gente.

E pensar nisso me trouxe uma leveza que eu queria dividir com você.

Nessa edição, eu falo um pouco sobre isso. Sobre não absorver tudo. Sobre deixar ir. Sobre entender que o mundo gira, sim, mas nem sempre ao nosso redor — e tudo bem.

Nathália

às vezes é só sobre o outro

A gente cresce acreditando que tudo que acontece tem a ver com a gente. Que se alguém se afastou, é porque fizemos algo errado. Que se um relacionamento acabou, é porque não fomos o suficiente. Que o silêncio do outro carrega críticas implícitas que a gente precisa decifrar. Mas nem sempre é assim. Nem tudo é sobre você. Nem sempre é pessoal.

Cada um tem sua vida e começa por aí. Tem gente que se afasta porque precisa respirar. Tem gente que se cala porque não sabe como falar. Tem gente que vai embora porque está tentando ficar em pé dentro da própria história. E isso não é um ataque, não é uma falha, não é uma punição. É só a vida acontecendo — às vezes, doendo, às vezes confundindo — mas quase nunca por sua causa.

Outro dia, uma amiga me contou sobre um casinho dela que começou a agir estranho do nada. Se afastou, ficou mais seco, menos presente. Ela me perguntou: o que será que eu fiz de errado? Reviu conversas, se perguntou se tinha falado algo que soou mal, se estava presente demais, se tinha se tornado chata, intensa, inconveniente. Ou talvez, não fez joguinho o suficiente. Mas não era nada disso. Depois de um tempo, ele contou à ela que estava vivendo um caos — emocional, familiar, interno. Que não sabia como continuar se conectando com o mundo, muito menos com ela. Quando ela me contou isso, eu entendi: o mundo dele estava desmoronando e a minha amiga estava ali, achando que o desmoronamento era por sua causa. Mas não era. Nunca foi. E nunca é.

Me lembrei também de quantas vezes eu fui essa pessoa. Quantas vezes eu mesma me afastei não porque o outro tinha feito algo de errado, mas porque eu não estava bem. Ou não tinha energia pra continuar. Ou só percebi que aquela conexão não fazia sentido pra vida que eu tava tentando construir. Foi sobre mim. Já terminei com uma pessoa incrível — gentil, presente, carinhosa — e ainda assim eu fui embora. Porque não encaixava. Porque não era o momento. Porque eu precisava de outras coisas. Era sobre mim.

Eu demorei muito pra entender isso. Demorei pra perceber que quando alguém não consegue dar reciprocidade em um relacionamento, seja de amor, ou amizade, isso não quer dizer que a outra pessoa pediu demais. Às vezes, só quer dizer que aquela pessoa não tem pra dar. E tudo bem. Do mesmo jeito que eu também já me vi sem saber como entregar o que outro precisava. Não porque eu não sentia — mas porque eu não conseguia. Porque não era o momento. Porque me faltava espaço. Porque às vezes a gente está ocupado tentando não se perder de si mesmo.

E é só quando essa consciência chega que certas dores começam a se dissolver. Não todas — algumas ainda voltam, como lembrança ou dúvida. Mas, no geral, fica mais leve. Porque se entende que nem toda ausência é um reflexo da presença de alguém. Nem toda distância carrega um significado escondido. Às vezes, é só o outro tentando lidar com o que nem ele compreende.

Há um desgaste enorme em tentar interpretar silêncios, em procurar motivos onde não há explicações claras, em transformar qualquer afastamento em sinal de falha. Mas a verdade é que o comportamento dos outros não é quem está do lado de fora. Geralmente, é sobre o que está acontecendo dentro.

A gente precisa aprender a parar de absorver tudo. Nem tudo é um espelho. Nem toda mudança é um recado. Tem gente que vai embora porque precisa. Tem gente que se fecha porque está tentando se proteger. E tem gente que vai te amar da melhor forma que consegue, mas mesmo assim não vai conseguir ficar. E nenhuma dessas coisas define você.

Nem toda falta de resposta é um recado. Nem toda mudança é uma crítica. Nem todo fim é uma consequência direta das nossas ações. Existe uma parte da vida que simplesmente acontece — fora do nosso controle, fora da nossa narrativa.

A liberdade começa quando você entende que a maioria das decisões dos outros tem a ver com as dores e os limites deles do que com você. Que não é preciso se moldar a cada sinal negativo. Às vezes, o outro está só atravessando um momento que você não entende — e não precisa entender. Às vezes, o que você achou que era sobre você era só alguém tentando sobreviver do jeito que dá.

E a verdade é que isso vale pra todos os lados. Porque assim como o outro te atravessa com sua bagunça, você também já atravessou alguém com a sua. E ninguém saiu certo ou errado por causa disso. Todo mundo só seguiu — como conseguiu.

E entender isso traz liberdade. Liberdade de não precisar carregar o que não é seu. Liberdade de não tomar para si aquilo que pertence ao universo interno do outro. Liberdade de seguir em paz, mesmo sem entender tudo. Porque o que o outro sente, escolhe ou evita… diz sobre ele.

Então sim: nem tudo é sobre você. E isso não diminui a sua importância. Isso só te devolve a leveza de entender que o mundo não está o tempo todo te analisando, te medindo, te julgando.

O mundo está ocupado demais tentando lidar com o próprio caos. E você, com o seu.

a moda também segue seu próprio ritmo!

Você gostando ou não, não depende de você. Só a sua.

Aqui a moda seguindo seu próprio ritmo:

  • Retro sneakers em alta — estilo com nostalgia

    Tênis retrô dos anos 70/80/90 estão tomando conta do guarda-roupa. Modelos como Adidas SL 72, Puma Speedcat OG e opções em camurça vêm com silhuetas mais ajustadas, perfeitas para looks urbanos e atemporais.

    → Leia na Byrdie

  • Tendência Guava Girl domina a semana

    A estética “Guava Girl” tomou conta de moda e beleza: tons rosa goiaba + verde suave pintam roupas, esmaltes e maquiagens, trazendo o frescor tropical para o verão. Um mood leve, divertido e cheio de clima de férias.

    → Leia na Teen Vogue

  • Microfruit nails: tendência de verão

    As unhas continuam sendo palco de criatividade: a nova tendência do verão são mini frutas — cerejas, morangos, kiwis — pintadas sobre fundos nude ou pastel. Charme sutil, impacto visual. Um lembrete de que estilo também mora nos pequenos detalhes.

    → Confira na Allure

step into summer

Eu amo o verão e sou apaixonada por looks de verão. Principalmente os looks da FLAY. Com foco no verão europeu a marca trouxe a coleção Dolce Mare, que eu tive o prazer de vestir, é exatamente como o nome sugere — um convite pra viver o verão com suavidade, beleza e propósito.

Inspirada na estética do verão europeu, Dolce Mare mistura tecidos naturais, tons off-white e uma vibe fresca que combina com pés descalços, taça de vinho e horizonte azul. Todas as peças são ricas em detalhes e eu já me senti lá em St Tropez usando esses looks.

Os meus preferidos:

Essa coleção tem aquele tipo de presença que não precisa gritar pra ser lembrada. Como vocês podem ver, ela já fala por si só.

a minha dica de hoje é: as coisas que você só vê quando desacelera, de Haemin Sunim.

Aquilo que o outro faz, diz mais sobre ele do que sobre você.”

Esse livro é tipo um respiro. Um lembrete de que nem tudo é pessoal, nem todo silêncio é um recado, nem todo afastamento é culpa sua. São textos curtos, quase como pequenos conselhos, sobre presença, autocuidado, aceitação e paz.

Foi um dos primeiros livros que me ensinou que o mundo não gira ao nosso redor — e que isso é bom. Porque viver tentando controlar tudo cansa. E às vezes, desacelerar é o jeito mais bonito de voltar a si.

🌱 Um livro pra ler aos poucos, sublinhar sem dó e deixar na cabeceira. Ler algumas páginas antes de dormir e refletir sobre elas.

🔗 Ver na Amazon

se não tivesse essa parte, não seria eu.

nos cinemas: f1 com brad pitt 🏎️

Estreou nos cinemas o aguardado F1, filme da Apple Original Films dirigido por Joseph Kosinski (Top Gun: Maverick) e estrelado por Brad Pitt, que vive Sonny Hayes, um ex-piloto de Fórmula 1 que retorna às pistas para treinar (e correr ao lado de) um jovem talento, interpretado por Damson Idris.

A trama mistura ficção com realidade: cenas foram gravadas em GPs reais do circuito de Fórmula 1 com o elenco circulando nos boxes, nos paddocks e até no grid ao lado de nomes como Lewis Hamilton — que, aliás, é um dos produtores do filme (socorro amei ver Charles, Lando, Carlos…). 

O filme não é só sobre velocidade. É sobre controle. Sobre a linha tênue entre coragem e imprudência. Sobre o que se perde — e o que se ganha — quando se decide acelerar de novo. Além de trazer uma super lição sobre dedicação e querer mostrar demais (fazer tudo por publicidade, likes, seguidores).

Com fotografia intensa, tomadas reais e uma trilha sonora hipnótica, F1 entrega mais do que ação: entrega tensão, esporte, ego e redenção. Brad Pitt convence como piloto experiente lidando com fantasmas do passado e a pressão de um retorno improvável. Damson Idris, por sua vez, traz frescor e intensidade ao papel do novato.

O que realmente pulsa no filme é o fator humano: o que move alguém a arriscar tudo de novo?

THE MAN!

F1 já está em cartaz nos cinemas :)

welcome july

Em resumo, julho traz retrocessos que pedem reflexão. Grandes ingressos planetários (Urano, Vênus e Sol) pedem coragem para mudar. Nem tudo é sobre você — às vezes é sobre nós crescermos juntos ao ritmo que o cosmos propõe.

Signo por signo

Áries: o mês pede menos impulso e mais reflexão. Saturno retrógrado no seu signo te chama pra amadurecer. Nem toda conquista precisa ser rápida — algumas precisam de pausa.

Touro: Vênus e Urano movimentam sua zona afetiva. Espere reviravoltas em relacionamentos. Pode ser o momento de abrir espaço pro novo, mesmo que doa um pouco.

Gêmeos: com Urano entrando no seu signo, prepare-se para surpresas. Sua comunicação pode se transformar — e isso pode mexer com amizades, estudos e até o seu jeito de pensar o mundo.

Câncer: é seu mês. O foco está em você, mas há muita energia interna pedindo acolhimento e cura. Com Vênus entrando no seu signo no fim do mês, o amor próprio volta com tudo.

Leão: Mercúrio retrógrado no seu signo pode te deixar mais sensível a críticas. Escolha o silêncio estratégico e ouça mais. A Lua nova será seu momento de se renovar e recomeçar.

Virgem: você pode sentir necessidade de mudar sua rotina ou repensar a forma como organiza sua vida. Use a Lua cheia para fazer ajustes concretos, especialmente em trabalho.

Libra: o mês começa com a Lua no seu signo, te pedindo equilíbrio emocional. Em meio às mudanças coletivas, você pode encontrar mais paz cuidando dos seus limites e da sua presença.

Escorpião: temas como intimidade, transformação e cura estão em evidência. Com Saturno e Netuno retrógrados, é hora de olhar para dentro e cortar excessos.

Sagitário: o foco se volta para relações sociais e reencontros. Mas Mercúrio retrógrado pode confundir algumas trocas. Fale menos, sinta mais.

Capricórnio: a Lua cheia em seu signo mexe com sua imagem e carreira. Aproveite pra avaliar o que realmente quer construir a longo prazo — e se vale a pena o esforço.

Aquário: Urano e Mercúrio mexem com sua estabilidade emocional. Você pode sentir vontade de mudar planos, mas espere até o fim do mês para tomar decisões definitivas.

Peixes: Saturno e Netuno retrógrados no seu signo te colocam de frente com antigos padrões. Revise o que você acredita, e permita-se crescer com mais leveza.

De qualquer signo que você seja, tenha positividade esse mês, que as coisas fluem :)

not everything is a reflection

you are not every pause, not every change of heart, not every closed door

sometimes, people leave, not because you did anything wrong but because life asked them to go

sometimes, people change not because they stopped caring but because they’re still learning who they are

and sometimes, you lose something without ever being the reason it broke

this isn’t dismissal this is grace: a chance to loosen your grip on stories you were never meant to carry

so breathe, step back, and know: the world isn’t always mirroring you

sometimes, it’s just turning — and you’re allowed to keep turning too”

Eu uso o Instagram do My notes como daily para garotas.

hi, i’m the girl :)

que já viveu muitas versões de si.

Sou advogada, já fui modelo, hoje influenciadora — mas, acima de tudo, uma eterna observadora do mundo. Amo escrever, viajar, viver outras rotinas por um tempo e, principalmente, conhecer pessoas. Conhecer de verdade, sabe? Entender o que move cada uma, o que sonha, o que sente.

Essa newsletter nasceu desse desejo: transformar o que vejo, vivo e penso em palavras que te toquem também. Entre looks, filmes, astrologia, desabafos e dicas, tem sempre um pouco de mim aqui. E espero que você se veja um pouco também.